História

Trecho do capítulo “VERMELHA”

“… Com isso, começava a vazar detalhes e informações em demasia, falava-se demais, era difícil manter sigilo nas atividades, e breve passei a ser perseguido pelas autoridades de vigilância da época, que evocavam a antiga polícia de velhos tempos.

Foi por essa época que a vi pela primeira vez, em um dos bares da região. Vestia habitualmente vestidos vermelhos, de onde derivara a maneira como era chamada: Vermelha. Metida a artista plástica, provocou em mim impacto fundo, rascante, não conseguia mais tirá-la da cabeça. Confesso sem reserva que fiquei intensa e explosivamente apaixonado, após anos e anos de vida dura, sem qualquer resquício de docilidade, sem qualquer coisa que se aproximasse de delicadeza, qualquer coisa que se assemelhasse a algo sublime ou elevado.”

“O Centro do Universo” é o segundo livro digital multimídia de Paulo Santoro, com suas músicas e vídeos integrados ao texto, e não é bem uma continuação do primeiro “O Jogo dos Papeletes Coloridos”, dado que a história já ficou lá resolvida.

globo

O tema central do multimídia O Centro do Universo tem por pano de fundo os desequilíbrios que afetam o planeta, provocados pelas intervenções brutais do homem no meio ambiente, eventos cada vez mais frequentes. A estrutura do livro está montada sobre três capítulos, com a obra iniciando-se a partir das reflexões de um velho editor momentos antes de sua morte. Por sua mente passam momentos da infância e adolescência, o casamento e a carreira e a convivência com o filho, Gablas. O planeta dar sinais de desgastes por meio de deslizamentos, tremores, ventanias, violentas variações climáticas, já eram lembranças suas guardadas de ainda menino.

relógio justoO capítulo dois avança sobre a vida de Gablas, quando retorna à casa que marcou sua infância para prestar a última homenagem ao pai. A nostalgia que toma conta do ambiente leva o personagem a refletir sobre um período em que, a exemplo do pai, esteve dedicado a conscientizar as pessoas sobre a degradação ambiental. Rememora então Gablas como empregou reconhecido talento para a música para reverberar mensagens capazes de transformar a humanidade e recuperar o planeta.

Reflexiva, a terceira e última parte do O Centro do Universo toca no lado desconhecido, o lado sublime no mistério da existência humana. Leva o leitor a refletir sobre como uma energia superior pode interferir nos eventos que atingem o planeta, desde o surgimento das primeiras espécies até a origem da raça humana e suas escolhas.

A partir dos três pontos de vista trazidos em seus capítulos, o autor leva o leitor, auxiliado por 17 músicas e vídeos integrados ao texto, a algumas reflexões – entre elas, questões sobre a vida familiar, o envelhecimento, a perda de pessoas queridas, a importância da realização pessoal, os riscos assumidos a partir de determinadas escolhas. Também leva à reflexão sobre a vida em uma sociedade alternativa, marcada pela descentralização do poder, o desapego ao dinheiro e pela adoção de uma educação que valoriza os talentos individuais.  Por toda obra, seriamente se percebe o pulsar de quão fundamental é dedicar especial atenção ao planeta e à consciente educação de crianças e adultos, pois deles depende a sua preservação.

 

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